Capsulite Adesiva

A Capsulite Adesiva ou ” ombro congelado”  é uma doença que  inicia com quadro de dor intensa  e aos poucos evolui com limitação progressiva dos movimentos do ombro, devido a espessamento e inflamação da cápsula articular (estrutura que mantém o ombro em sua posição adequada).

O diagnóstico é feito durante a consulta sem necessidades de exames adicionais. Os exames são solicitados para excluir lesões que podem estar associadas ao quadro.

Trata-se de uma doença de caráter auto-limitado, ou seja, evolui para cura espontânea mesmo se não for tratada em um prazo de 1 a 3 anos.

A capsulite adesiva ocorre em 3 diferentes fases, com características diferentes.

Quando a inflamação na cápsula ocorre inicia-se a primeira fase da capsulite, que é a fase inflamatória ou fase I. A dor pode ser leve no início, mas em poucos dias ou semanas progride para uma dor muito forte e extremamente limitante. Nessa fase o movimento do ombro, apesar de doloroso, pode ainda estar normal. Essa fase dolorosa pode durar até 9 meses.

Em seguida, inicia-se a fase de rigidez ou congelamento ou fase II, em que há uma perda progressiva dos movimentos do ombro. A dor ainda estará presente nesta fase. O indivíduo sente o ombro mais curto, não alcança locais altos que alcançava previamente e perde os movimentos de rotação, não conseguindo colocar a mão nas costas, buscar o sinto de segurança ou prender o sutiã. Essa fase de rigidez pode durar até 12 a 18 meses.

Por fim, vem a fase de descongelamento ou fase III, com uma duração muito variável, em que o movimento do ombro melhora progressivamente e a dor já não esta presente ou muito leve.

O tratamento busca aliviar a dor e acelerar o processo de cura progressivamente. Na maioria dos casos, pode ocorrer uma perda final de 15-20% dos movimentos.

Como tratamento podemos citar bloqueios do nervo supraescapular, medicamentos fisioterapia, acupuntura, etc.  Cada uma destas formas de tratamento será instituída de acordo com a fase de evolução da doença.

Na fases I e II o tratamento deve visar o alivio de dor. As atividades de ganho de movimento somente devem ser instituídas na fase III. A técnica de escolha do Dr Freddy Segatto nas fases I e II são os bloqueios do nervo supraescapular ( não devem ser confundidos com infiltração) que visa dessensibilizar a via que transmite a dor. Estes bloqueios são feitos com anestésico de longa duração e devem ser realizados semanalmente até a remissão da dor que levará o paciente até a fase III, onde iniciará a fisioterapia ou hidroterapia. Não devemos realizar atividades para buscar o ganho de movimento nas fases I e II. Medicamentos também podem ser usados, porém não são a primeira escolha por apresentarem muito mais efeitos adversos do que o anestésico usado nos bloqueios.

A Capsulite Adesiva apesar de ser um quadro benigno e auto limitado ( resolve mesmo que não seja adotado nenhum tratamento ) deve ser encarado como um quadro grave, devido a intensidade de dor e limitação de movimentos que provoca.  É um quadro que pode gerar grande instabilidade emocional no paciente por ter uma evolução prolongada. Quanto antes realizado o diagnóstico e inciado o tratamento mais rápido a evolução para cura.

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Imagem sugestiva de alterações relacionadas à capsulite adesiva.

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Imagem sugestiva de alterações relacionadas à capsulite adesiva.